Gerenciamento de Recursos Humanos

Como integrar recursos humanos à gestão de projetos

A área de recursos humanos passou a assumir função estratégia dentro das empresas. E não é por acaso: melhorando a gestão dos recursos humanos, é possível observar ganhos de 20% a 50%, de acordo com o PMI – Project Management Institute. Por isso, integrar recursos humanos à gestão de projetos pode ser uma alternativa mais eficaz de ganhar competitividade do que investir em outras áreas e processos.

Nesse cenário, o gerente de projetos deve entender de gestão de pessoas, já que os resultados dos projetos dependem diretamente do conhecimento e das habilidades de sua equipe. Entender e utilizar os recursos humanos para inspirar os stakeholders vai ajudar no trabalho em conjunto e facilitar o alcance dos objetivos do projeto.

 

Por que recursos humanos na gestão de projetos são fundamentais?

A gestão de recursos humanos integrada à gestão de projetos é fundamental, já que são os profissionais que determinam o sucesso ou fracasso dos projetos. Assim, além de uma equipe com gente bem qualificada, deve-se saber gerenciá-la. Em um ambiente de alta competitividade, as organizações que querem sobreviver precisam de algum diferencial. E esse diferencial pode ser encontrado em seus recursos humanos.

Mas é aqui que começa o desafio. Mesmo que os gestores de projetos saibam das necessidades especiais de cada membro da equipe, na maioria dos casos, eles são essencialmente orientados para tarefas. Portanto, ainda que delegar tarefas seja uma das principais funções do gestor, ele precisa buscar maneiras de maximizar a capacidade produtiva por meio do desempenho de sua equipe.

 

Motivação na gestão de projetos: o papel do gestor

Um líder deve criar um ambiente encorajador, em que a comunicação seja aberta e eficaz. Além disso, a motivação e comprometimento também devem ser fomentados, já que incentivam os profissionais a produzirem o seu melhor e gerarem resultados de extrema qualidade.

É a motivação que movimenta os profissionais e fornece a energia necessária para concluir tarefas dentro de um projeto. Por isso, quando encontramos uma equipe altamente motivada, notamos que há um corte significativo de custos, maior qualidade nas entregas e também alta produtividade. Já na falta de motivação dentro das equipes, há conflitos, estresse, pouca confiança e baixa produtividade.

 

Teorias de motivação: como integrá-las à gestão de projetos

As teorias motivacionais ajudam a identificar e analisar os fatores que estimulam o comportamento dos profissionais. Essas teorias levam em conta três estímulos do comportamento humano: ganho material, realização pessoal e reconhecimento social.

 

Por causa disso, são ferramentas que podem ser utilizadas para que o gestor compreenda, influencie e preveja as atitudes dos membros da equipe. Existem diversas teorias motivacionais, mas iremos abordar as duas principais:

 

Teoria da Hierarquia das Necessidades

Abraham Maslow, autor da teoria, enxergava a motivação humana como uma hierarquia de cinco necessidades: das mais básicas até as mais elevadas de autorealização.

 

 

1ª Fisiologia: geralmente é atendida nas organizações, com um ambiente de trabalho adequado à saúde dos profissionais, água, lanche, iluminação etc.

 

2ª Segurança: também pode ser facilmente atendida, com um local de trabalho protegido e estável.

 

3ª Amor/Relacionamento: caso os colaboradores não se sintam parte integrante da organização, sentem-se frustrados e provavelmente não responderão às oportunidades e incentivos das próximas necessidades.

 

4ª Estima: é preciso fomentar o desejo de realização, competência e reconhecimento. É natural que os profissionais queiram fazer um bom trabalho e sentir que estão realizando algo importante. Por isso, o gestor de projetos deve integrar a equipe e deixá-la a par dos benefícios e importância do projeto do qual farão parte.

 

5ª Realização pessoal: são as necessidades de crescimento que uma pessoa possui. Isso inclui a realização, o aproveitamento de todo o potencial próprio e fazer o que se gosta.

 

A conclusão a que se chega é que não adianta colocar esforços para fomentar realização pessoal dos membros da equipe se as necessidades anteriores ainda não foram, pelo menos, parcialmente satisfeitas.  Por isso, é necessário identificar em que nível da pirâmide cada profissional está para investir em estratégias mais adequadas às suas demandas.

 

 

Teoria dos Dois Fatores

Para Frederick Herzberg, satisfação e insatisfação no trabalho são resultados de dois conjuntos separados de fatores: higiênicos e motivantes.

 

  • Fatores higiênicos: são relativos às ferramentas e estruturas oferecidas pela organização e compreendem salário, condições de trabalho e política da empresa. Os fatores higiênicos são independentes dos fatores de motivação, ou seja, o profissional  pode ser altamente motivado no trabalho e estar insatisfeito com o ambiente corporativo. Além disso, quando estão presentes, não causam, necessariamente, motivação do colaborador. Porém, ausentes, causam insatisfação.

 

  • Fatores motivantes: são fatores que causam motivação em relação ao trabalho. O gestor deve ajudar a equipe na busca por realização, reconhecimento e progresso,  já que esses fatores estão relacionados ao conteúdo do projeto e às recompensas pelo desempenho profissional.

 

Independentemente da teoria escolhida, a nova realidade com que o gestor de projetos precisa conviver inclui a gestão de recursos humanos no projeto. Por isso, a saída está na integração com a área de recursos humanos, que pode apoiar o gestor, fornecendo informações e dados acerca das competências da equipe, além de ferramentas que auxiliem no gerenciamento dos colaboradores.

 

Mesmo que o gestor prepare-se e planeje-se para lidar com todos as atividades, recursos e pessoas do seu negócio, é normal que imprevistos e desafios surjam. Por isso, que tal saber mais sobre a resiliência em gestão de projetos?

Gestor de projetos: como engajar sua equipe?

Engajar equipes é um dos maiores desafios organizacionais dos gestores. Por isso, apontar uma direção a seguir e garantir que todos saibam seu papel e o cumpram efetivamente deve ser prioridade do gestor de projetos.

No entanto, um cenário no qual os profissionais estão engajados e motivados ainda é um sonho para muitas empresas. Duvida? De acordo com pesquisa de 2016 da Aon sobre tendências globais de engajamento, a América Latina tem um índice de engajamento de 72% — superior ao índice global de 65% — e alguns dos fatores críticos incluem: gestor imediato e liderança sênior.

Esse número, que retrata "o nível de investimento emocional e intelectual dos funcionários na organização", mostra que, apesar de termos colaboradores mais engajados do que a média global, ainda existe um grande espaço para melhora. Para superar esse desafio, o gestor de projetos deve ser um verdadeiro líder e motivar sua equipe de modo a envolver e acompanhar os profissionais em direção ao objetivo do negócio.

A importância de uma boa liderança

O engajamento das equipes só acontece se existe uma boa liderança dentro da organização. É esse líder quem vai exercer influência sobre um grupo para que ele atinja metas a serem seguidas, conduzindo-os na direção desejada.

Além disso, o desenvolvimento das pessoas também é responsabilidade do líder, que vai além do auxílio na aquisição de novas habilidades profissionais. A boa liderança irá incentivar o envolvimento e desenvolvimento das equipes constantemente. Nesse relacionamento próximo e transparente, o gestor vai atender às expectativas das equipes, ganhando  pontos para uma maior aceitação e, consequentemente, engajamento. Ou seja, é um ciclo de ações de liderança e resultados de envolvimento!

Dicas de como motivar e engajar sua equipe

Agora que você já sabe a importância de uma boa liderança, veja algumas dicas para engajar e motivar os grupos dentro da sua empresa:

#01 Comunique-se claramente (e tenha certeza de que foi compreendido)

O alinhamento de entendimento é ter certeza de que todos os membros da equipe entenderam exatamente para onde o projeto está indo e quais são os objetivos. Ser compreendido vai ajudar que as pessoas envolvam-se no projeto e entreguem ferramentas e resultados muito mais alinhados com o seu propósito final.

#02 Construa soluções com a equipe

Jamais entregue uma solução pronta. Ao fazer isso, o gestor tira uma oportunidade enorme de amadurecimento da equipe. Permita que os profissionais compartilhem o conhecimento que têm, aumentando assim o engajamento entre todos.

#03 Explique o motivo das decisões

Sua equipe precisa saber por que uma escolha foi feita em detrimento de outra, já que o resultado disso afeta a relação dela com o projeto. Além do mais, quando os membros compreendem a lógica por trás da tomada de decisão, mesmo que não concordem, respeitam.

#04 Compartilhe informações

Crie sistemas abertos de informações do projeto. Permita que cada membro da equipe acompanhe o que acontece, possa opinar e dar ideias. Quem sabe até agir como gerente de projetos às vezes. Não há mal nisso. Seu trabalho não é ser um ditador, e sim um facilitador.

Como melhorar seu relacionamento com a equipe

Um bom gestor sabe gerenciar conflitos interpessoais e estabelecer uma comunicação clara, direta e objetiva. Mas, para isso, precisa demostrar carisma, entusiasmo, criatividade, flexibilidade e uma boa dose de disciplina. Isso significa que um gestor de projetos deve ser multidisciplinar. Então, quais características você, como gestor, deve aprimorar para melhorar o relacionamento com a sua equipe? Veja abaixo algumas delas:

  • Organização: Inúmeras vezes você terá mais de um projeto para gerenciar, envolvendo diferentes equipes e prazos. Sem organização, você enfrentará alguns problemas e poderá ser mal visto pelos membros da equipe, além de prejudicar entregas, compromissos e, claro, o cliente interno e externo.

  • Liderança: Um bom gestor é um agente da mudança, ou seja, engaja e inspira o seu time a seguir uma determinada direção junto com ele.

  • Comunicação: Trabalhe diariamente para que o processo de comunicação com sua equipe seja aberto e transparente. O incentivo à troca de ideias e opiniões é um dos fatores mais importantes para engajar um grupo.

  • Negociação: Um profissional que precisa lidar o tempo todo com interesses distintos deve ter a capacidade de buscar um acordo que satisfaça, de algum jeito, todas as partes. Isso significa, muitas vezes, convencer pessoas a fazerem o que não querem, pedir um prazo maior ou até mais recursos para uma tarefa.

Você é gestor de projetos e tem alguma dica que utilizou para engajar sua equipe? Deixe sua opinião nos comentários!

 

 

Liderança positiva: 5 características de um bom líder

Em tempos de crise, a pressão sobre os colaboradores das empresas cresce ainda mais. Neste cenário, a gestão de pessoas eficaz é requisito para bons resultados. Os líderes se tornam ainda mais fundamentais para as organizações e ambientes de projetos, afinal, eles inspiram, dão segurança e servem como um guia para a equipe. Bons líderes sabem como motivar equipes na superação de obstáculos e desafios do dia a dia das organizações. Pensando nisso, separamos cinco características de uma liderança positiva e quais os impactos dessa prática em equipes e projetos:

1. Autoconhecimento

Um profissional que não se conhece e não sabe se guiar, não é um líder. Um líder vai precisar gerenciar suas emoções e deixar de lado aquela frustração, quando ela aparecer. Isso significa que um líder consegue transformar estados emocionais chamados improdutivos (medo, insegurança, depressão, ansiedade, estresse) em combustível para a equipe. Ele sabe que essas emoções não podem se tornar um obstáculo, nem para o projeto, nem para a equipe.

 

2. Espírito de equipe e comprometimento

Um líder sabe que o espírito de equipe é essencial para que um projeto saia do papel. Esses profissionais não ficam apontando o dedo para quem cometeu falhas, mas encontram caminhos para resolvê-las. A liderança positiva também requer determinação, já que sem ela, a equipe pode sentir certa desconfiança em relação ao alcance dos resultados almejados. Quando é necessário, um bom líder também tem humildade suficiente para colocar a mão na massa junto com o time.

Outra característica de quem tem espírito de equipe é o comprometimento. Um gestor que falte vários dias da semana ou sempre chegue atrasado não demonstra muito comprometimento com a empresa, não é mesmo? Se ele não mostra como está preocupado com os resultados, por que a equipe deveria se preocupar? Ademais, há o otimismo, intrínseco aos verdadeiros líderes. O líder precisa ser positivo e encorajar a equipe, principalmente em tempos de dificuldade. Ninguém quer um líder negativo dizendo que tudo vai dar errado e que não tem jeito.

 

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Os principais desafios de montar uma equipe produtiva (e como enfrentá-los)

Como gerente de projetos você se depara com uma grande variedade de decisões estratégicas difíceis mesmo antes do início de um projeto. Uma delas está diretamente relacionada à formação da equipe de trabalho. Muito do seu sucesso se deve à sua capacidade de reunir em um time, pessoas competentes que devem somar forças para realizar tudo com máxima qualidade. Do contrário, sem as pessoas certas atuando nas frentes certas, surgem os erros, os atrasos, as inconformidades – pior ainda, aumentam as chances de decepcionar o cliente do projeto.

Pensando nisso, preparamos este post com algumas dicas para que você enfrente os principais percalços encontrados durante a formação de um time com mais facilidade. Acompanhe!

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As 5 competências pouco conhecidas que os líderes deverão ter nos próximos anos

Chegamos a um ponto em que tudo evolui muito rápido, e o mundo está constantemente mudando. O reflexo desse fenômeno pode ser facilmente observado no ambiente empresarial: anos atrás as comunicações se davam apenas por telefone ou fax e as reuniões eram marcadas com muita antecedência, enquanto hoje em dia temos comunicação instantânea com qualquer lugar do globo. Além disso, observamos uma tendência cada vez maior de startups – que constituem um modelo muito diferente da empresa tradicional que estávamos acostumados a ver. Tudo isso influi diretamente na capacidade de liderança de um bom gestor, que deve estar preparado para acompanhar esse turbilhão de novidades.

Apesar de a base fundamental de uma boa liderança continuar em torno de conceitos como boa comunicação, capacidade de motivar uma equipe e, tantas outras características sempre citadas, quando trabalhamos sobre o assunto, novas competências que cercam as inúmeras mudanças que vivenciamos precisam ser adquiridas. De acordo com as mudanças previstas para a próxima década, quais serão as competências necessárias para bons gestores de equipes e projetos?

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